O PESO DO CORPO (1992-1996)

[...] Até o final desse ano (1991) eu tomaria um novo caminho: desenhos com traços sinuosos em formatos próximos a 150 x 200 cm, tendo o meu corpo como parâmetro. Mais tarde, eu disse que essas linhas tinham o peso do corpo. Eu subia no papel estendido no chão, me debruçava sobre ele e forçava meu peso para traçá-las, à minha volta, com tinta da consistência do guache, uma mistura de cola e pigmento. As partes que ficavam em branco, portanto, eram o lugar onde eu tinha me posicionado para desenhar. Nada era pensado de antemão, eu queria que a intenção coincidisse com a ação, as decisões eram tomadas no momento mesmo de traçar. E isso me exigia uma grande concentração. [...]

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